2/03/2026

Custo adicional: 2026 deve ter bandeira amarela e vermelha

Custo adicional: 2026 deve ter bandeira amarela e vermelha

Entenda como a situação atual dos reservatórios no período chuvoso, com condições abaixo do esperado, deve fazer com que o cenário de 2025 se repita no custo da energia no país

(Imagem: Pexels)

Em 2025, 8 dos 12 meses tiveram bandeira amarela e vermelha no Brasil. Somente no período entre janeiro e abril – a parte mais chuvosa – teve bandeiras verdes. A partir de maio, o país registrou até mesmo a bandeira vermelha – patamar 2.

– Janeiro, fevereiro, março e abril – Bandeira verde.

– Maio e dezembro – Bandeira amarela.

– Junho, julho, setembro, outubro, novembro – Bandeira vermelha – patamar 1.

– Agosto – Bandeira vermelha – patamar 2.

O acionamento das bandeiras tarifárias decorre de uma série de fatores, incluindo o custo de transmissão, impostos e encargos, indenizações e devoluções. Entretanto, o principal fator que afeta o custo da energia para o consumidor é o valor de geração de energia, especialmente se as hidrelétricas estiverem com baixas condições de produção.

Atualmente, a situação dos reservatórios no verão gera preocupação. As chuvas abaixo da média geram o receio de que a situação vivida em 2025 se repita ao longo de 2026, com o acionamento da bandeira amarela e vermelha, para manter a segurança de uso dos reservatórios de energia.

Em janeiro, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico indicou que o armazenamento está apenas em 45% – índice abaixo do ideal para o período chuvoso. A ideia do CMSE é reduzir o uso de algumas bacias, como a do Rio Paraná, de forma preventiva, para tentar ampliar o armazenamento de água e diminuir a necessidade de outras fontes mais caras para o consumidor.

Mercado livre e cativo: o que isso significa?

Historicamente, no Brasil, o verão é um período de maior intensidade de chuvas, que são usadas para abastecer os reservatórios usados pelas principais usinas hidrelétricas do país, localizadas nas regiões Sul e Sudeste. Na prática, o que o CMSE está comunicando é a possibilidade de que o país tenha uma menor capacidade da produção hidrelétrica ao longo de 2026.

Se este regime de chuvas ficar abaixo do esperado, porém, há a tendência de que o país tenha a necessidade de acionar as usinas térmicas, cujo custo da produção energética é mais elevado. Estes empreendimentos garantem a segurança do abastecimento de energia, já que não sofrem da intermitência dos modais eólico e solar.

Como o verão ainda tem mais alguns meses, é impossível cravar que a situação de 2025 vai se repetir. Afinal de contas, se um regime de chuvas mais intenso cair nos reservatórios, este patamar pode mudar drasticamente. No entanto, o cenário atual é muito próximo do que houve no ano anterior.

Destaca-se que o aumento de custos não ocorre apenas no mercado cativo: com os acionamentos da bandeira amarela e vermelha, a base de negociações do mercado livre de energia se transforma totalmente. Por isso, serviços como o de consultoria no mercado livre auxiliam os negócios a se planejar e conseguir aprimorar a gestão de energia.

O custo das bandeiras tarifárias

Ao acionar a bandeira amarela e vermelha, o consumidor de energia sabe que terá um valor adicional a desembolsar em sua conta de luz.

– Bandeira tarifária verde: sem custo adicional para o consumidor.

– Bandeira tarifária amarela: R$ 1,885 adicionais a cada 100 kWh consumidos.

– Bandeira tarifária vermelha – patamar 1: R$ 4,463 a cada 100 kWh consumidos.

– Bandeira tarifária vermelha – patamar 2: R$ 7,877 a cada 100 kWh consumidos.

Vale lembrar que, em 2021, o país chegou a criar uma nova bandeira, chamada de “escassez hídrica”, cujo custo era mais elevado do que a vermelha – patamar 2. Esse acréscimo era de R$ 14,20 a cada 100 kWh consumidos.

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