Qual a diferença entre energia alternativa e energia renovável?
É comum que haja confusão entre o conceito de energia alternativa e energia renovável, especialmente no momento de procura da descarbonização do setor
(Imagem: Pexels)
Na busca por alternativas de fornecimento de energia, especialmente no contexto de transição energética e mudanças climáticas, uma confusão comum envolve a diferença entre energia alternativa e energia renovável. São dois conceitos distintos que não podem ser usados como sinônimos dentro do contexto de sustentabilidade do setor.
Vamos explicar a distinção entre energia alternativa e energia renovável na sequência deste artigo.
Energia alternativa
No setor energético, as principais fontes de energia se basearam por décadas a fio nos combustíveis fósseis, a exemplo do petróleo e do gás natural. São materiais usados tanto no fornecimento de energia elétrica de forma ampla e irrestrita – para consumidores residenciais ou grandes players, como as indústrias – quanto para o abastecimento da frota de veículos.
Quando uma fonte energética não se baseia nesse tipo de matéria-prima, ela se enquadra no conceito de energia alternativa. Isso porque se mostra como um caminho distinto para as demandas da sociedade.
Um dos exemplos de energia alternativa é a nuclear: embora não use a base dos combustíveis fósseis, ela depende de materiais não renováveis, como o urânio, por exemplo.
Energia renovável
O foco aqui está em sua capacidade de se regenerar.
Diante deste quesito, as fontes de energia como hidrelétrica, eólica e solar se destacam. Isso porque são fontes disponíveis e que podem ser acessadas com determinada segurança, gerando pouco (ou nenhum) impacto ao meio ambiente (seja pelo esgotamento de recursos ou pela emissão de CO2).
Ao contrário dos combustíveis fósseis, a energia renovável conta com um ponto fraco importante. Trata-se do que os especialistas do setor chamam de intermitência. No caso de eólicas e solares, é o momento no qual elas são incapazes de gerar energia: durante a noite para as solares e quando os ventos não conseguem girar as pás na eólica.
Um dos caminhos para superar esta barreira está no investimento em baterias para energia solar. Elas carregam no momento de produção, armazenando a energia para o período de intermitência.
No caso da hidrelétrica, a grande preocupação envolve a disponibilidade de água em relação ao seu uso. No Brasil, especificamente, há usinas que contam com um reservatório próprio, enquanto as mais recentes operam no “fio d’água”; ou seja, dependem de chuva. Há, também, o impacto gerado em sua construção, que pode exigir alagamentos.
Dentro da matriz energética do Brasil, o momento envolve desafios e oportunidades para as hidrelétricas.
Hidrogênio verde: alternativa para o futuro
O Brasil é considerado um dos principais players em relação ao hidrogênio verde. Esta tecnologia se encaixa como energia alternativa e energia renovável, especialmente o obtido a partir da hidrólise.
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) estima que os novos projetos com esse combustível devem superar o 1 GW de capacidade por volta de 2030. Apenas no primeiro semestre de 2024, o Ministério de Minas e Energia recebeu 9 protocolos de projetos que, juntos, somariam uma potência instalada de 35,9 GW até 2038.
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