Como conter a fuga de energia em empresas?
Confira 4 dicas para impedir a perda deste insumo, que aumenta os custos de negócios, em especial de grandes consumidores ou indústrias
(Imagem: Magnific)
A fuga de energia nas organizações é uma realidade muitas vezes imperceptível e que gera desperdício de recursos. Fiações antigas e instalações elétricas inadequadas ou desatualizadas podem ser o ponto inicial de gastos muito acima do esperado. Para isso, soluções de gerenciamento de energia são de grande importância.
Estima-se, por exemplo, que, em uma residência, uma pequena fuga de corrente por 24 horas significa um aparelho elétrico ligado e operando em tempo integral. O reflexo disso? Um aumento representativo na conta de energia – muitas vezes em até 50%, a depender do volume do desperdício de energia. Isso que se trata apenas de uma casa.
Imagine, agora, este cenário em uma fábrica siderúrgica, que pode ter até 40% do custo de seu processo produtivo decorrente da energia elétrica. Economizar energia em uma indústria se trata de uma medida preventiva e estratégica, já que é preciso entender como a fuga de energia ocorre em todo o processo industrial.
Para tornar este entendimento mais simples: compare a fuga de energia a um vazamento de água. Ele vai gerar prejuízos contínuos até que seja solucionado.
Dicas para reduzir ou evitar a fuga de energia
Investir em tecnologia, equipamentos e processos claros de prevenção é importante sob diferentes perspectivas. A fuga de energia não se reflete apenas nos custos de um negócio. Esta situação pode gerar danos aos equipamentos e à instalação elétrica; choques; falhas de produção; curto-circuito; e risco de incêndios, explosões e queimaduras.
Ou seja, investir em mecanismos de proteção é uma prática de segurança e da administração de qualquer negócio, em especial os grandes consumidores de energia. Abaixo, alguns cuidados importantes para impedir ou reduzir a fuga de energia.
1. Gestão de energia
Implementar sistemas inteligentes de monitoramento e controle para identificar desperdícios e otimizar o consumo é uma das práticas mais efetivas. A gestão de energia se reflete também na forma como os negócios administram os seus insumos, especialmente com relatórios especializados para identificar fugas e eventuais ações a serem tomadas, seja de imediato ou em longo prazo.
2. Manutenção preventiva
Uma das consequências de uma gestão de energia envolve a manutenção preventiva tanto de equipamentos responsáveis por grandes volumes de consumo elétrico como também realizar inspeções periódicas em fiações, quadros elétricos e equipamentos. Essa prática contribui tanto para evitar falhas como minimizar as fugas de energia.
3. Treinamento de colaboradores
Nas capacitações realizadas para as equipes que operam no chão de fábrica, deve haver orientação para reconhecer sinais de problemas elétricos e adotar práticas seguras no uso da energia. Alterações em painéis de máquinas ou mudanças de desempenho podem ser sinais de fuga de energia, que precisam ser gerenciados imediatamente.
4. Auditoria energética
Realizar diagnósticos completos para mapear pontos críticos e propor soluções personalizadas de eficiência. Um relatório de energia periódico contribui para entender quais medidas devem ser prioritárias para conter as fugas e assegurar a performance da forma como se espera.
Sustentabilidade e competitividade
Um outro aspecto que não pode ser negligenciado é o de sustentabilidade.
Evitar a fuga de energia é sinônimo de economia e de competitividade, mas também coloca o negócio como ambientalmente mais responsável. Embora esteja fazendo uma otimização dos recursos disponíveis, a medida fortalece a imagem da empresa, sobretudo no contexto de uma estratégia de ESG.
Em negócios com perfil de grandes consumidores de energia, caso de condomínios logísticos, shoppings center, fábricas e canteiros de construção civil, esta prática é estratégica e efetiva tanto do ponto de vista administrativo quanto reputacional.
Fique por dentro de outras notícias do setor de energia no Blog da Solfus.