30/12/2024

O que são os 3 D’s da energia?

O que são os 3 D’s da energia?

Digitalização, descarbonização e descentralização do setor elétrico devem se tornar prioridades na evolução do segmento para os próximos anos

(Imagem: Freepik)

O setor elétrico está passando por uma revolução para atender às demandas de um futuro mais sustentável. Muitas dessas mudanças, porém, dependem de modificações de legislações e de uma atualização do ambiente de negócios do segmento.

Três pilares fundamentais puxam essa transformação: descarbonização, digitalização e descentralização do setor elétrico. Conhecidos como os 3 D’s da energia, esses conceitos devem moldar um novo mercado em prol de mais eficiência, com maior participação das fontes renováveis e uma busca constante por modernização tecnológica.

Vamos entender o impacto de cada um dos 3 D’s na prática.

Quais os principais pontos da reforma do setor elétrico? Explicamos neste artigo!

– Descarbonização: a busca pela neutralidade climática

A descarbonização é o processo de redução das emissões de gases de efeito estufa, provenientes principalmente da queima de combustíveis fósseis. O objetivo de muitas economias é atingir a neutralidade climática, promovendo a transição para fontes de energia mais limpas e renováveis.

Nesse contexto, estamos falando tanto do aumento das usinas renováveis – como as hidrelétricas, solares e eólicas – dentro da matriz energética brasileira. Mas não se pode esquecer também dos biocombustíveis, como a biomassa, o biodiesel e o etanol, que podem ser soluções competitivas e acessíveis para a lógica de transportes e em usinas térmicas.

Atualmente, o país está à frente de boa parte do mundo graças a sua matriz energética limpa, conforme explica a Empresa de Pesquisa Energética.

O processo de descarbonização envolve tanto medidas propostas pelo governo –  atraindo mais investimentos para o setor com mais segurança jurídica – quanto a busca pelas companhias por mitigar os seus impactos ambientais. É por isso que, cada vez mais, soluções de descarbonização e de ESG devem ser buscadas por companhias de todos os portes.

Como será o caminho até uma energia limpa? Saiba mais aqui!

– Digitalização: o futuro conectado do setor elétrico

Nenhuma revolução se completa sem o avanço tecnológico. No setor elétrico, a digitalização tende a ser um dos grandes motores dessa transformação.

Se houver condições de infraestrutura e a regulamentação adequada, o desenvolvimento de tecnologias como Internet das Coisas, Big Data, Blockchain e Inteligência Artificial devem automatizar processos, tornando o sistema elétrico mais ágil, flexível e eficiente.

De certa forma, o que se espera do segmento de energia elétrica no país é uma evolução semelhante à vivida pelo setor de telecomunicações – que passou por uma transformação após a sua privatização em 1998 –, mas com mais transparência.

No mundo atual, a digitalização deve envolver necessariamente a integração entre geradores, operadores e consumidores, trazendo precisão na operação do sistema e segurança do abastecimento e do compartilhamento de dados.

Além disso, a digitalização favorece a integração da geração distribuída ao sistema elétrico, permitindo que consumidores residenciais e comerciais participem ativamente do mercado de energia – selecionando o seu fornecedor e a sua fonte energética.

– Descentralização: geração mais próxima do consumidor

A descentralização do setor elétrico é uma mudança muito esperada pelo mercado, visto que rompe com o modelo tradicional de geração centralizada – e tende a ser um reflexo já esperado da digitalização do setor.

Até mesmo para diminuir custos e os impactos ambientais, busca-se que a energia elétrica seja gerada próximo ao consumo – é o que acontece, por exemplo, com a geração distribuída de pequenos geradores, que injetam sua energia no sistema.

A descentralização do setor elétrico traria grandes impactos para o sistema:

Aumento da eficiência do sistema elétrico;

Redução de custos com transporte e distribuição;

– Diminuição dos impactos ambientais;

– Incentivo à adoção de fontes renováveis, como a solar fotovoltaica.

Até 2034, conforme Plano Decenal de Expansão de Energia, a geração distribuída tende a crescer cada vez mais. Além da possibilidade de geração de energia própria, a descentralização da energia elétrica também é visada por empresas de menor porte e consumo, que atualmente estão impedidas de buscar o seu fornecedor no mercado livre de energia.

Saiba mais sobre o funcionamento do mercado livre de energia aqui!

De certa forma, os 3 D’s da energia representa uma busca por se integrar ao que se espera do futuro, com o consumidor aumentando o seu papel de protagonista – o que não é possível com o modelo brasileiro.

Na prática, a descarbonização reduz os impactos ambientais, a digitalização traz agilidade e segurança e a descentralização do setor elétrico democratiza o acesso e as oportunidades aos consumidores.

Para muitas empresas e consumidores, acompanhar este movimento não será simples e é por isso que gestoras de energia como a Solfus auxiliam a antecipar os movimentos do mercado e tomar as melhores decisões.

Conheça os nossos serviços!

Whatsapp