21/05/2026

Crise no mercado livre? Comercializadoras vivem dificuldades

Crise no mercado livre? Comercializadoras vivem dificuldades

Pedidos de recuperação judicial e extrajudicial fazem com que gestores ganhem corpo na busca por economia e segurança no fornecimento de energia

(Imagem: Magnific)

Se os consumidores livres vivem um momento histórico no Brasil, com aumento expressivo do número de participantes do ACL, há também a preocupação de uma possível crise no mercado livre de energia, o que não era esperado para este ano.

Em 2025, o ambiente atingiu o patamar de 85 mil membros – novos 21,7 no período –, representando 43% do consumo de energia do país, conforme a CCEE. De outro lado, este mesmo ambiente promissor vive um mundo no qual a crise no mercado livre de energia parece estar próxima.

Recentemente, diversas comercializadoras entraram com pedidos de recuperação judicial ou extrajudicial. Vamos explicar essa dualidade na sequência do artigo.

Os players do mercado livre de energia

Para entender este cenário mais a fundo, é preciso compreender os diferentes perfis de participantes do mercado livre.

Geradores: são usinas ou empresas que produzem e vendem a sua energia no ambiente livre;

Comercializadores: atuam como uma espécie de intermediário, comprando energia e revendendo aos consumidores;

Consumidores livres: são os negócios que negociam a compra de sua energia em suas próprias condições, sejam prazos, regras de fornecimento, meios de pagamento, entre outros critérios;

Gestoras de energia: são empresas especializadas na gestão de energia, indicando bons momentos, boas fontes e todos os cuidados necessários para obter segurança e redução de custos energéticos. Este é, por exemplo, o papel da Solfus: uma consultoria no mercado livre de energia.

Pedidos de recuperação crescem

O elo que está se quebrando nesta cadeia é o das comercializadoras.

Empresas de diversos portes entraram com pedidos de recuperação judicial e extrajudicial. O receio do setor é que a situação gere um efeito dominó, escalando para a operação como um todo. No fim do mês de abril, a Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) publicou um manifesto em seu site.

“O mercado livre de energia elétrica brasileiro atravessa, em 2026, um quadro crítico de restrição de liquidez que acende um alerta para toda a cadeia — de comercializadores a consumidores finais”, diz o documento. Segundo a entidade, consumidores e comercializadores dependem excessivamente do PLD devido à falta de oferta de contratos futuros.

O PLD Horário visa precificar a energia de forma mais real: antes, as mudanças de valores ocorriam semanalmente. Em um cenário no qual as intermitentes entram e saem da matriz energética, o PLD horário fica mais adequado à realidade vivida pelo setor energético, seja dentro do SIN ou nos contratos firmados no mercado livre.

A consequência? Aumento de riscos, de custos e impactos sistêmicos percebidos por operadores de níveis distintos. Para a Abraceel, a situação atual do mercado livre de energia ameaça a competitividade e dificulta o planejamento produtivo das empresas. A solução envolve a regulamentação da lei 15.269/2025, que moderniza o marco regulatório do setor.

A perspectiva dos consumidores

Diante do impasse e da dificuldade vivida pelo setor, consumidores livres acostumados a negociar diretamente com as comercializadoras estão adotando uma nova postura: a busca pelas gestoras e sua atuação intermediadora no mercado livre.

Como o ACL permite que consumidores escolham seus fornecedores, negociem preços, condições e até o tipo de energia contratada, há diversos impactos por trás disso, inclusive dentro das perspectivas de ESG. Essa liberdade – se bem usufruída – abre espaço para reduções de custo e mais previsibilidade nas contas de energia.

Isso é fundamental em diversos setores, em especial o industrial. A depender do tipo de fábrica, o consumo elétrico pode representar até 40% das despesas operacionais. No entanto, a autonomia também traz riscos: contratar em momentos de preços elevados, sem leitura adequada do cenário energético ou com comercializadoras no cenário atual pode trazer riscos ao negócio.

Como as gestoras ajudam as empresas

Consultorias especializadas, como a que oferecemos, ganham relevância ao identificar oportunidades de migração do mercado cativo para o ACL, conduzir todo o processo regulatório junto à CCEE e às distribuidoras e definir estratégias de suprimento que protegem o consumidor das oscilações do setor.

Para empresas que buscam competitividade, previsibilidade e redução de despesas, o ACL se consolidou como uma alternativa estratégica, desde que a migração seja feita com planejamento e suporte especializado.

Você está precisando deste suporte? Venha falar conosco!

Fique por dentro de outras notícias do setor de energia no Blog da Solfus.

Whatsapp