9/03/2026

O que esperar do mercado livre de energia em 2026?

O que esperar do mercado livre de energia em 2026?

Entre pressão de preços, abertura e novas oportunidades, o mercado livre de energia vive um ponto de inflexão: mais escolhas e complexidade com menos incentivos

(Imagem: Pexels)

O mercado livre de energia registrou 21,7 mil novos consumidores em 2025, de acordo com os dados do Ministério de Minas e Energia. Os cerca de 85 mil membros deste ambiente (ACL) respondem pelo consumo de 43% da energia do país. Mas o que esperar do mercado livre de energia em 2026?

Uma parte do crescimento deste segmento está na flexibilização do mercado livre. A sanção da lei federal 15.269/25 representa a abertura do mercado de energia no país. Ou seja, os consumidores poderão escolher seus fornecedores, a exemplo do que já acontece com grandes empresas, condomínios e indústrias.

Apesar dos termos trazidos pela legislação, o ACL ainda se restringe a consumidores com fornecimento em média e alta tensão. Na prática, porém, até o fim de 2028, o mercado deve ser aberto de forma integral a todos os consumidores, incluindo os em baixa tensão – caso das residências.

Pontos de destaque

Listamos, abaixo, 4 fatores de atenção sobre o mercado livre de energia em 2026.

1. Representatividade do consumo

Dado o volume baixo de consumidores, o índice de 43% do consumo de energia do país chama a atenção. Mas a realidade é que este mercado é composto pelos grandes consumidores: indústrias, condomínios logísticos, entre outros.

Em 2020, este índice já foi de 60%. Por isso, a volatilidade de preços e a complexidade é um dos fatores importantes do mercado livre de energia em 2026 para que sua representatividade seja ainda maior.

2. Pressão de preços

Embora as negociações sejam realizadas de forma individual, o mercado livre não está totalmente isento das condições de compras do mercado cativo. Na prática, as condições do Sistema Interligado Nacional (SIN) afetam também os preços e as oportunidades do ACL.

Com as condições dos reservatórios neste início de ano, há uma tendência de bandeira amarela e vermelha no país, assim como ocorreu em 2025. Nesse contexto, o mercado livre de energia em 2026 deve sofrer uma forte pressão de preços.

3. Redução de descontos

Outra consequência da lei 15.269/25 é o fim dos descontos relacionados às tarifas de sistemas de distribuição e transmissão (TUSD/TUST) para energia incentivada.

Este grupo é composto pelas renováveis e sustentáveis, como eólicas, solares, bioenergia e PCHs e CGHs. Dessa forma, muitos negócios têm menos vantagens em ingressar no mercado livre em 2026, modificando o panorama para quem pensa em fazer a transição para o ACL.

4. Amadurecimento do mercado

Ao mesmo tempo em que há pressões de custos e menor atratividade, isso significa um amadurecimento do mercado. Explica-se: quem está integrando o ACL a partir de agora conhece as regras e tende a se estabelecer nele, até mesmo porque os grandes descontos deixaram de existir.

Como funciona o mercado livre de energia?

A principal diferença é que as empresas negociam livremente as condições de fornecimento de energia com os fornecedores – incluindo modos de pagamento, detalhes técnicos, entre outros. É um formato de operação distinto do que ocorre nas residências, onde obtém-se energia a partir das distribuidoras de energia.

É formalizado um contrato na CCEE, contando com informações como:

– Quantidade de energia negociada;

– Prazos de duração;

– Início e fim do fornecimento;

– Tipo de energia: se incentivada ou convencional;

– Condições especiais: horários de maior fornecimento, de acordo com o perfil comercial.

A ideia por trás desta mudança é conseguir trazer mais previsibilidade do fornecimento de energia, incluindo em relação aos seus custos, com pagamento transparente e entrega garantida. Entenda mais sobre como funciona o mercado livre de energia.

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