O que é geração distribuída?
O crescimento da geração distribuída no país tem sido expressivo, refletindo o entendimento da população sobre o MMGD e a popularização dos equipamentos
(Imagem: Freepik)
A geração distribuída é um modelo de produção de energia elétrica que vem transformando o setor energético brasileiro ao longo das últimas décadas. Apesar do termo ter caído no uso, ainda há muitas dúvidas sobre o que é geração distribuída e como ela funciona.
Na prática, ao contrário do modelo tradicional, em que a energia é gerada em grandes usinas e transmitida por longas distâncias até os consumidores pelas distribuidoras de energia, a GD permite que a energia seja produzida próxima ou no próprio local de consumo. Essa regra vale para residências, comércio, indústrias e propriedades rurais.
Como funciona a geração distribuída no Brasil
No Brasil, a geração distribuída é regulamentada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e pode ser classificada em duas categorias principais:
– Microgeração distribuída: sistemas com potência instalada de até 75 quilowatts (kW), geralmente utilizados em residências ou pequenos comércios.
– Minigeração distribuída: sistemas com potência superior a 75 kW e inferior ou igual a 3 megawatts (MW), voltados para consumidores de maior porte, como indústrias ou grandes empreendimentos.
A energia gerada pode ser consumida instantaneamente ou injetada na rede elétrica, gerando créditos que podem ser utilizados posteriormente para abater o consumo em outras unidades consumidoras do mesmo titular, inclusive em locais diferentes, desde que estejam sob o mesmo CPF ou CNPJ.
O panorama da geração distribuída no Brasil
O crescimento da geração distribuída no país tem sido expressivo, de acordo com a Aneel. Ele é reflexo do entendimento da população sobre o que é geração distribuída e da popularização dos equipamentos relacionados.
Em 2024, por exemplo, a Aneel registrou a instalação de 782.897 sistemas de Micro e Minigeração Distribuída (MMGD), dos quais 782.864 utilizam painéis solares fotovoltaicos, 29 são provenientes de usinas termelétricas e 4 de energia eólica.
No total, no ano passado, houve acréscimo de 1.062.923 unidades consumidoras que passaram a utilizar os excedentes e créditos de energia gerada. Com isso, o Brasil conta com cerca de 3,1 milhões de sistemas conectados à rede de distribuição, com uma potência instalada próxima de 35,6 gigawatts.
Aproximadamente 4,7 milhões de unidades consumidoras se beneficiam dos créditos de energia gerada. Os números se consolidam ainda mais com o avanço das baterias para energia solar, que tornam este aporte ainda mais seguro e colocam a MMGD como uma alternativa sustentável e econômica para os consumidores brasileiros.
Os riscos da geração distribuída
Se o crescimento acelerado da geração distribuída gera benefícios econômicos para a maior parte das residências, comércios e indústrias, também traz desafios técnicos e operacionais para o sistema elétrico nacional. Entre os principais riscos da geração distribuída, o fluxo reverso aparece em destaque.
O fluxo reverso ocorre quando a energia gerada localmente excede o consumo imediato e é devolvida à rede elétrica. Esse fenômeno pode causar:
– Sobrecarga em transformadores e outros equipamentos que não foram projetados para receber energia no sentido inverso. É essa a infraestrutura atual da maioria das cidades, que vai exigir adaptações.
– Instabilidade na rede, com variações de tensão e frequência, que podem gerar instabilidade e problemas.
– Perda de eficiência, com aumento das perdas na transmissão e distribuição.
Para mitigar esses riscos, o setor elétrico precisa investir em tecnologias de controle de tensão, ampliar a flexibilidade operacional do Sistema Interligado Nacional (SIN) e revisar as regras técnicas e tarifárias da GD.
Dificuldades para obter geração distribuída
Apesar da evolução de entendimento sobre o que é geração distribuída e um aumento de popularidade, muitos consumidores ainda enfrentam barreiras burocráticas e técnicas para implementar seus sistemas. Um estudo da Greener mostrou que apenas 23% dos interessados conseguiram instalar seus sistemas de MMGD sem dificuldades.
As principais dificuldades relatadas incluem:
– Demora na troca do medidor de energia (41%) pela distribuidora;
– Atraso na aprovação do projeto (40%);
– Dificuldade de acesso ao atendimento (32%);
– Reprovação de projetos sem justificativa plausível (31%).
Uma assessoria para geração de energia
Diante desse cenário, contar com uma assessoria para geração de energia faz a diferença. Nós oferecemos um serviço completo de apoio a empresas e consumidores interessados em ingressar no MMGD com segurança e eficiência. Entre os serviços prestados estão:
– Avaliação técnica do empreendimento e definição das ações necessárias para conexão ao SIN.
– Estudo de viabilidade econômica e estratégia de comercialização da energia gerada.
– Registro da usina na Aneel.
– Acompanhamento dos processos junto à concessionária de energia, incluindo solicitação de acesso, parecer técnico e estudos de proteção.
– Elaboração de projetos de medição de energia e faturamento, com aprovação no Operador Nacional do Sistema (ONS).
– Encaminhamento de solicitações ao Ministério de Minas e Energia (MME), incluindo a obtenção de garantia física e ingresso no Mecanismo de Realocação de Energia (MRE).
Com uma assessoria qualificada, é possível superar os entraves burocráticos e técnicos, garantindo uma transição segura e eficiente para a geração distribuída. Fique por dentro de outras notícias sobre o mercado de energia, iniciativas de eficiência energética e outras questões regulatórias no blog da Solfus!