22/09/2026

Os principais números do setor elétrico brasileiro, segundo o boletim de monitoramento do MME e a EPE

Os principais números do setor elétrico brasileiro, segundo o boletim de monitoramento do MME e a EPE

Documento e o Anuário Estatístico de Energia reúnem os principais dados do sistema energético brasileiro em 2025: confira os números em capacidade instalada e geração de energia

(Imagem: Freepik)

O Boletim de Monitoramento do Ministério de Minas e Energia e o Anuário Estatístico de Energia da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) consolidam os principais dados do sistema energético brasileiro em 2025. Já mostramos que, ao longo de 2024, os subsídios para o setor de energia representaram 14% da fatura.

Houve uma queda de 53% dos encargos do sistema, conforme o MME, reflexo da redução das importações – que foram inexistentes – e das restrições de operação. Mas você quer saber mais informações sobre a energia no Brasil? Se quiser checar na íntegra os dados deste post:

Fique conosco no restante deste artigo, em que resumiremos as principais informações!

– Capacidade instalada

A expansão da capacidade instalada de geração de energia elétrica foi de 7,4 GW, sendo que as fontes renováveis representaram 76% dessa expansão. Chama a atenção o impacto do mercado livre de energia neste quesito, com 24% de ampliação da capacidade, atingindo 43 GW de potência instalada. Os números da EPE indicam que o Mercado Livre de Energia fechou 2025 com 45 GW.

Ao fim de 2025, o sistema energético brasileiro atingiu 260,9 GW, um crescimento de 10,4% em relação a 2024, dos quais 68% foram oriundos de fontes renováveis, como hidrelétricas, eólicas, solares e usinas de biomassa. Na geração distribuída, praticamente 99% do total se baseia na produção fotovoltaica.

– Geração de energia

O Boletim de Monitoramento do MME aponta que, no total, em 2025, foram gerados 704 GWh, o que representa um aumento de 2,4% em relação ao ano anterior. Deste total, cerca de 89% foram provenientes de fontes renováveis.

A energia hidrelétrica representou 56% do total frente a 60,9% em 2024. Isso representa que o modal, cuja capacidade instalada é de apenas 42% do total, segue sendo de extrema importância no país. Cada vez mais, as quedas no uso das águas em relação aos anos anteriores estão sendo compensadas pelo aumento nos modais eólico e solar.

– Linhas de transmissão

Atualmente, o Brasil conta com cerca de 191,3 mil quilômetros de linhas de transmissão, o que representa quase uma estabilidade em relação ao ano anterior. A título de comparação, em 2019, o número de quilômetros era de 150 mil, ou seja, uma grande evolução neste período. Ao todo, foram 1,3 mil quilômetros adicionados à infraestrutura.

Estima-se que, até 2029, as obras de distribuição de energia devem receber repasses superiores a R$ 1 bilhão.

– Consumo

Existe uma separação no consumo de energia do país entre o mercado livre e o cativo, como aponta o Anuário Estatístico da EPE.

Vale ressaltar que, em números brutos, o ambiente cativo (ACR) conta com um volume mais elevado de consumidores, capitaneado por residências e empresas que não se enquadram nos critérios do mercado livre. Em 2024, as casas contabilizaram 54,4% do consumo do país, queda de 3,3%.

Entretanto, as empresas de maior porte, como indústrias, shoppings, condomínios e armazéns logísticos, se enquadram como grandes consumidores, sendo abastecidos no mercado livre de energia. Nos últimos anos, o ambiente de contratação livre (ACL) apresentou crescimento contínuo. Só em 2025, o aumento foi de 3,3% no consumo.

Embora não tenha sido oficializado neste levantamento da EPE, o número de unidades consumidoras que migraram para o ML em 2025 chegou a 21 mil.

Não é à toa, portanto, que hoje esse volume de pouco mais de 85 mil unidades representa 45,6% do consumo de energia no país. Há uma tendência de crescimento, especialmente pela flexibilização da migração para o mercado livre.

– Intercâmbios internacionais

Um dos acontecimentos que se manteve em 2025 está no Boletim de Monitoramento do MME, que apresenta na área de intercâmbios internacionais. O país registrou um aumento de 25% na exportação de energia, especialmente para a Argentina e o Uruguai.

O motivo é a diminuição da geração hidráulica, visando assegurar o abastecimento interno do país. A importação foi praticamente inexistente, de apenas 1 MW médio. Dessa forma, o benefício financeiro obtido com a exportação de energia foi de R$ 174 milhões.

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