O que se destaca na agenda estratégica de energia em 2026?
Separada em três partes – atendimento à ponta e à carga mínima e segurança –, as iniciativas são distribuídas ao longo do ano
(Imagem: MME)
Um dos trabalhos que envolve a gestão brasileira dos insumos energéticos é a agenda estratégica de energia em 2026. Basicamente, este planejamento envolve a realização de atividades que deem segurança no fornecimento deste insumo, considerando medidas de curto, médio e longo prazo.
Para isso, a estrutura determinada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) se divide em três grupos de iniciativas relacionadas à agenda estratégica de energia em 2026: atendimento à ponta, atendimento à carga mínima e segurança e confiabilidade eletroenergética.
A ideia é que cada uma das ações seja concluída dentro do trimestre correspondente.
1. Atendimento à ponta / rampa de carga
1º Trimestre
– Realizar leilões de energia de reserva de capacidade para usinas existentes e novas
– Definir diretrizes para antecipação de empreendimentos do LRCAP/LRCE
2º Trimestre
– Realizar leilões de reserva de capacidade – Baterias para armazenamento de energia
– Prorrogar regra que permite oferta flexível de usinas térmicas (UTE)
– Avaliar implantação do horário de verão em 2026
3º Trimestre
– Realizar testes simultâneos das UTEs conectadas no Gasoduto Brasil-Bolívia e Lateral Cuiabá
– Ampliar a contribuição de potência das hidrelétricas de Belo Monte, Jirau e Santo Antônio, no período seco
4º Trimestre
– Incentivar a adesão à resposta da demanda
– Aprimorar incentivo à modulação da geração de PCHs, CGHs e pequenas centrais termelétricas
2. Atendimento à carga mínima
1º Trimestre
– Definir diretrizes de exportação de energia excedente
4º Trimestre
– Aprimorar a gestão de excedentes de energia na rede de distribuição
3. Segurança e confiabilidade eletroenergética
1º Trimestre
– Elaborar plano de ação para tratar de reduções da vazão mínima na bacia do Paraná
– Manter hidrograma de Belo Monte
2º Trimestre
– Prorrogar regra que aumenta a disponibilidade de UTEs Merchants
– Antecipar obras do derrocamento do canal de Nova Avanhandava
– Avaliar despacho energético antecipado de termelétrica e importação de energiae integração de gasoduto e parque termelétrico na Região Norte
3º Trimestre
– Avaliar flexibilização dos critérios de intercâmbio entre regiões
4º Trimestre
– Antecipar empreendimentos que contribuam para ampliação do intercâmbio entre regiões e para oferta adicional de geração
– Aprimorar as bases de dados elétrica e energética
– Apresentar resultado do processo de fiscalização das UTEs Merchants
– Apresentar resultados do processo de fiscalização das interligações dos sistemas isolados da região Norte
O impacto do olhar macro sobre a agenda estratégica de energia em 2026
Ao observar os pontos destacados pelo MME, ficam claras algumas das preocupações relacionadas ao setor energético para os próximos anos.
– A necessidade de melhorar a capacidade de geração de energia das usinas de Belo Monte, Jirau e Santo Antônio, reduzindo a dependência de acionamento das termelétricas. Nesse contexto, uma das operações concluídas mencionadas foi a que permitiu a operação de Jirau em cota de 90 metros.
– O segundo ponto envolve a necessidade de planejar a realização de leilões de energia, procedimentos necessários à contratação de empreendimentos e que mobilizam todo o setor sob a perspectiva econômica e financeira.
– Planejar possíveis cenários de excesso de geração (exportação) ou de falta de energia (importação).
– Há também um olhar específico para o Sistema Interligado Nacional, SIN, visando uma maior capacidade de intercâmbio de energia entre regiões.
De maneira geral, a agenda estratégica de energia em 2026 também envolve diversas avaliações, incluindo horário de verão. Fique por dentro de outras notícias do setor de energia no Blog da Solfus.