Para que serve a Copam?
Comissão Permanente de Acompanhamento do Mercado de Energia Elétrica foi instituída para padronizar o fornecimento de informações do setor, melhorando a sua transparência e aprimorando planejamentos
(Imagem: Magnific)
A coleta e o tratamento de dados do setor energético serão agora monitorados pela Comissão Permanente de Acompanhamento do Mercado de Energia Elétrica (Copam). Além dessa nova figura do segmento, a Portaria no 138/2026 “estabelece procedimentos para a apresentação de informações, pelos agentes do setor elétrico, referentes aos respectivos mercados ou cargas”. Anteriormente, os padrões de envio de dados do setor eram definidos pela Portaria no 331/2005.
A Copam terá caráter permanente, com o propósito de acompanhar a conjuntura do mercado de energia elétrica. Seus dois principais objetivos são:
– Contribuir para a análise do comportamento do mercado de energia elétrica, considerando a conjuntura econômica e as particularidades das áreas de concessão;
– Apresentar e divulgar informações consolidadas, dividido por região geográfica e subsistema elétrico.
A ideia global é que a Copam estabeleça as normas básicas de divulgação de dados, o que tende a beneficiar o setor como um todo, já que a transparência é benéfica a todos os envolvidos.
Coordenador e participantes
Para isso, será um órgão com a participação de diversas entidades ligadas ao setor. A Portaria estabelece representantes da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que também será responsável pela coordenação do trabalho. Outros órgãos envolvidos são: Ministério de Minas e Energia (MME), distribuidoras de energia e outros agentes do mercado, Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
As reuniões serão realizadas trimestralmente, mas não há uma definição clara da periodicidade com a qual serão divulgados novos relatórios ou informações. A esperança é que esta nova base de informações contribua para superar os desafios vividos pelo setor, seja o impacto dos data centers e dos carros elétricos ou os cortes recentes de energia renovável decorrentes do constrained-off.
Copam na criação de um olhar macro do setor
A Copam se conecta à Estratégia Nacional de Dados Energéticos. Recentemente, o MME abriu a Consulta Pública 224/2026, que visa discutir fatores como governança, padronização, integração, interoperabilidade, qualidade, segurança e transparência das informações.
No documento anexado à proposta, o MME afirma que “o avanço da transição energética, a crescente digitalização dos sistemas de informação e o surgimento de novas tecnologias ampliam a demanda por dados mais granulares, tempestivos e interoperáveis”. O foco está em identificar as lacunas operacionais e estruturais para aprimorar a gestão de energia no país.
Assegurar dados de qualidade e atualizados pode fazer a diferença em diversos documentos que são responsáveis por definir a agenda estratégica de ampliação do setor energético e também os relatórios de acompanhamento. É o caso do:
– Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2035)
– Plano Nacional de Energia para 2055
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